Magdiel é um artista de Recife, fundador do coletivo 137 Cultural, e colaborador de diversos outros projetos envolvendo arte e cultura independente. É mais conhecido por seus cartoons humorísticos publicados na internet, e pela difusão do movimento “arte tronxa”.
Magdiel desenha, escreve, edita, e faz coisas na internet desde 2010, embora faça arte desde que nasceu.


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COMENTÁRIOS DE LEITORES

"uma forma de desenho de cultura marginal, tipo literatura marginal (que é mais do povo, fácil de entender)"
@docaosaooasis

"obrigada magdiel sua arte ilumina esses dias difíceis pra quem também faz arte! vc me inspira d+++ nunca pare"
@posterfheteople.bsky.social

"Acho que, sem brincadeira, uns 60% do conteúdo da minha TL é tu que trazes. Não raro, quando abro o app, a primeira postagem ou é tua ou foi compartilhada por ti. Eu sinto muito que alguém que, pelo menos pra mim, é tão relevante e tão importante na vida digital, não seja assim também fora dela... " @ramonvgomes.bsky.social


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PÁGINAS FODAS #01

PÁGINAS FODAS é um novo quadro onde irei postar as páginas de quadrinhos que vi e achei fodas.

E espero que isso te insentive a ler quadrinhos.

TRANSFORMERS 2 (2023), por Daniel Warren Johnson, roteiro e desenho, e cores de Mike Spicer.
 Publicado no Brasil pela Panini em TRANSFORMERS 1 (2025).


Absolute Batman #6 (2025), por Scott Snyder (Autor), Nick Dragotta (Artista). Publicado no Brasil pela Painini em Absolute Batman 3 (2026).

The Saga of Swamp Thing (1982) #23. Arte de Stephen Bussete com cores de Tatjana Wood. Roteiro de Alan Moore. Publicado no Brasil pela Panini diversas vezes. Eu li a versão DC de Bolso: Monstro do Pântano: Lição de Anatomia (2026)

SEGUE O BAILE, por Magô Pool. Publicado pela editora Veneta em 2025.


The Electric State (2018), por Simon Stålenhag. Publicado no Brasil pela Cia das Letras em 2022.


Pim & Francie (2009) por Al Columbia. Publicado no Brasil pela Darkside Books em 2023


ADAMASTOR, por Dave. Publicação independente 2026.


Absolute Mulher-Maravilha 01, 2025. Rotreiro de Kelly Thompson e arte de Hayden Sherman.


Pâmela Isis, parte 2. Por Aline Valek, publicado em sua newsletter.


It's lonely at the centre of the earth (2022), de Zoe Thorogood. Publicado no Brasil pela Conrad como É Solitário no Centro da Terra em 2024.


Minha Existência de Guerreira Errante, de Kabi Nagata. Publicado pela editora New Pop em 2026.

Menção honrosa a esta cena, também de Transformers, onde um transformer chuta um cachorro, que também é um transformer.


Por Magdiel em 05/2026

Magdiel é um artista de Recife, fundador do coletivo 137 Cultural, e colaborador de diversos outros projetos envolvendo arte e cultura independente. É mais conhecido por seus cartoons humorísticos publicados na internet, e pela difusão do movimento “arte tronxa”.

137magdiel.blogspot.com

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A FALTA QUE EU SINTO DE LIVRARIAS (E a preocupante escassez delas)


Como falei no texto sobre Reginaldo Rossi, "tem coisas que só a mídia física proporciona". Desta vez acrescento que tem coisas que apenas visitas a livrarias proporcionam. Em um próximo texto, contarei sobre como descobri um livro que jamais chegaria até mim de outra forma que não fosse uma visita a um lugar físico. Mas nesse, apenas desabafarei sobre a falta que sinto de livrarias e sebos.

Tem se falado do enfraquecimento de livrarias, tanto físicas quanto onlines, por conta da crescente dominação da Amazon. Muitas campanhas já foram feitas e ainda são reforçadas, para que se fortaleçam as livrarias, sites independentes e espaços físicos destinados a livros.  

Porém o buraco é mais embaixo quando vemos que em uma esmagadora quantidade de cidades brasileiras, tal qual cinemas, não existem mais livrarias. Ou que até existem, mas em situações complicadas (como a que contarei aqui). Isso sem falar sobre o quanto é mais barato comprar na Amazon e toda a questão de preço de livro, mas isso ja é outra conversa.


Pernambuco é um estado que carece de livrarias. Na capital Recife, uma das maiores do nordeste, só existe uma grande livraria no centro (muito mal administrada), um pingo de livrarias de rua, e 3 ou 4 livrarias em shoppings. Se você sair da capital, não encontra mais livrarias pelo estado. Sou de Recife, porém moro atualmente em um péssimo município chamado Paulista (onde os aluguéis são mais baratos). Aqui não tem nenhuma livraria, nem sebo. Moro ao lado do único shopping da cidade, e tudo que ele tem é um daqueles stands que vendem kits infantis, revistas de colorir geradas em I.A., e as mesmas 10 edições da editora Principis. 

Minha pobreza e saúde mental me impedem de sair de casa com frequência, então imaginem a imensa falta que sinto de uma livraria, um sebo decente, um lugar onde eu possa descobrir livros, folear, conversar sobre, pegar em mãos, receber indicações.


Bibliotecas também são espaços que amo (e sinto bastante falta). Mas aí tem outra vibe. Em bibliotecas você faz procuras específicas, tem silêncio, é um ambiente tranquilo. Livrarias são lugares de descobertas, conversas, novidades, encontros, passeios. É lamentável a falta de espaços assim, que vem diminuindo brutalmente em Pernambuco. Tal qual cinemas, livrarias parecem estar destinadas a existirem apenas em shoppings. E em sua maioria, dividindo espaço com papelaria, e tendo funcionários não entendedores de livros (e muitas vezes não-leitores).

No centro do Recife existe a maior livraria do estado. É um espaço grande, que já foi ocupado pela Livraria Cultura, seguida da pernambucana Livraria Jaqueira. Conheci minha companheira lá. Na ocasião, ela compunha um quadro de funcionários incrível, cada um de seus colegas era especialista de seus devidos setores. Mas a gestão parecia não gostar de ter livreiros, e demitiu todos eles, um por um, começando a exigir que fossem vendedores, meros funcionários, e pondo neles a culpa de vendas baixas, quando na verdade a empresa que fazia um péssimo marketing. Aliás, a gestão parece não gostar de ter uma livraria, pois toda a sua atenção é voltada para a parte de café e restaurante do estabelecimento (isso sem mencionar o envolvimento criminoso com a Operação Literatus).


Fico muito triste em dar o resumo da ópera, mas é tudo resultado da destruição que o capitalismo causa. Falta de incentivo a leitura e a pequenos comércios, priorização de tudo menos livro... E a tendência é piorar. Então se você puder, e tiver uma livraria legal perto de você, ajuda a dar uma fortalecida.

Em Pernambuco quase não tem mais.

ARTE DO DIA


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ARTE DO DIA

 Apesar de muito antigo, esse ainda é um dos desenhos favoritos de vocês, ne?